Deivos
General do Clã Aracnóide. Criação direta de Nyx, moldada ao longo de décadas como plano de contingência para o Selamento.
“Nyx teceu o universo. Eu sou o fio que ninguém cortou.”
O que se vê
Quatro metros e meio em pé. Seis de diâmetro em repouso. Flutua de leve — a mana corrompida acumulada no abdômen sustenta parte do peso.
Base aracnídea escalada ao colossal: cefalotórax ereto e largo, postura quase humanoide, quitina preta-fosca com veias vermelho-escuras em padrão de circuito queimado.
Quelíceras de setenta centímetros. Quando fecham sobre alguém, drenam mana direto.
Oito olhos: dois frontais do tamanho de uma cabeça humana, que absorvem luz e projetam mana; seis secundários em arco, cobrindo trezentos e quarenta graus. Os seis é que realmente enxergam.
O abdômen é um trono. Vermelho-sangue profundo, duro como metal, pulsando a cada oito segundos — circulação, não respiração. Vinte e seis fossos negros marcam as vinte e seis absorções mais significativas da vida dele. Não são ornamento. São buracos de mana.
Como caça
Infrassom de Dominância, passivo, sempre ligado: quem fica a menos de quinze metros por mais de dois minutos começa a querer fugir e não consegue explicar por quê. Não é controle mental. É instinto que cresce e não se racionaliza.
Teia de Ancoragem: invisível até ativar. Quem está dentro não usa mana.
Teia de Drenagem, herança de Nyx: oito a quinze segundos de contato tiram mana, depois memória recente, depois capacidade motora. O que sobra não está morto. Está vazio.
Teia Orbital: uma vez por ciclo lunar, campo de duzentos metros, cada fio uma extensão do sistema nervoso dele. Leva sete minutos para tecer — e esses sete minutos são a única janela em que ele está inteiramente vulnerável.
O que ele quer
Romper o Vazio. Libertar Nyx. Nada além disso.
Espera há trezentos e trinta e quatro anos. Sem raiva. Sem frustração. Como aranha no centro de uma teia.
Não quer poder para si. Quer a Rainha de volta — e é exatamente isso que o torna impossível de negociar.